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José Rodrigues

Soares faz falta

Se um Estado, uma Pátria, deve lamentar o desaparecimento de um dos seus, este é o momento.

José Rodrigues 9 de Janeiro de 2017 às 01:45
Se um Estado, uma Pátria, deve lamentar o desaparecimento de um dos seus, este é o momento. Com a morte de Mário Soares, o País perdeu uma figura maior, que marcou o nosso tempo e a nossa história como poucos.

Mas deixemos os louvores para quem com mais propriedade poderá fazê-los, para, a propósito desta perda, manifestarmos uma inquietação: estará o País à altura do legado de Soares?

Por outras palavras: estará o País à altura dos valores da democracia e da liberdade que ele defendeu, da política como ideal e imperativo moral como ele próprio a definiu?

Goste-se ou não do seu estilo, conteste-se ou não certas atitudes que assumiu ou certas decisões que tomou, é inquestionável que Soares faz falta, como faz falta o que ele representa, sobretudo em tempos como os que vivemos, de enfraquecimento de valores e de descrédito da política e dos políticos.

A melhor homenagem que se pode fazer-lhe é garantir que não seja lembrado meramente como o político ‘fixe’, como dizia o famoso slogan de campanha, mas como o político idealista e corajoso, o político genuíno, nascido de si próprio e não (para usar as suas próprias palavras) ‘inventado por outros’.
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