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Juan Branco

Guerra

Imaginem o Rui Pinto, sozinho na sua cela, a tentar recompor as suas decisões e a escrever num diário o seu trajeto.

Juan Branco 5 de Março de 2020 às 00:30
Guerra. Esta é a palavra que vem à mente de qualquer denunciante quando o mundo começa a entrar em colapso e desabar sobre quem denuncia. Imagine-se a assumir uma decisão, totalmente solitária, que tomará conta do seu destino. De forma repentina, a terra inteira parece estar a desabar e um ser normal, cujo único crime foi dizer a verdade, é perseguido. Ele e não o aparelho de poder que assumiu atacar. É uma luta trágica e homérica, digna das grandes epopeias. Imaginem o Rui Pinto, sozinho na sua cela, a tentar recompor as suas decisões e a escrever num diário o seu trajeto. Imaginem, nessa cela, dois guardas. Sem rosto nem visão, a ostentar um gesto de poder que lhe rouba a intimidade. E a divertirem-se por terem aproveitado esse resto da intimidade que ainda lhe restava. Nesta cela, ele está sozinho. Sem ter sequer um vulgar pedaço de papel onde anotar os seus pensamentos. Neste cenário, quem está rebaixado? Aquele que escreveu? Ou aquele que violou? Porque o que acabei de dizer é a mais pura verdade. É assim que torturamos aqueles que ousaram levantar a sua voz. Força Rui Pinto, o mundo pode estar virado ao contrário, mas continua do teu lado.
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