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Leonardo Ralha

Apenas um mal diferente

Em vez de um mal menor, Hillary é um mal diferente de Trump.

Leonardo Ralha 4 de Novembro de 2016 às 01:46
Um dos sinais mais preocupantes para Hillary Clinton é a quantidade de vozes que defendem a sua eleição na terça-feira com o único argumento de que se trata de um "mal menor". Isto é, a única forma de evitar o "mal maior" de ter Donald Trump na presidência dos EUA.

É um argumento desesperado perante a reviravolta nas sondagens após a revelação de que o FBI investiga a gestão que Hillary Clinton fez de informação privilegiada quando era secretária de Estado dos EUA.

Reduzir algo tão grave a uma mera questão de inaptidão informática quando é cada vez mais provável que documentos secretos tenham ido parar ao portátil partilhado pela sua fiel escudeira Huma Abedin e pelo ex-congressista Anthony Weiner, conhecido pelo hábito de enviar fotografias do pénis a mulheres que contacta na Internet, é esconder a cabeça na areia de tal forma que algumas avestruzes ficarão tentadas a exigir direitos de autor.

Em vez de um mal menor, Hillary é um mal diferente de Trump. Tanto os EUA como o Mundo ficarão mal servidos com qualquer resultado. Preparados para o pior estão os lituanos, já que vão receber um panfleto sobre o que deverão fazer em caso de invasão russa.
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