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Leonardo Ralha

Contraditório sob a redoma

Continua a ser mais fácil navegar num mar de sobranceria e autoconvencimento em vez de encarar uma realidade.

Leonardo Ralha 18 de Novembro de 2016 às 01:45
Alguns meios de comunicação social e jornalistas deste e do outro lado do Atlântico conseguiram aprender algo com a eleição de Donald Trump e a vitória do ‘Brexit’ no referendo realizado no Reino Unido. Perceberam que não anteciparam o que iria suceder porque não quiseram ver, protegidos pela redoma em que se colocaram, e que nada mais lhes permite compreender ou sequer noticiar, a não ser que em registo condescendente ou reprobatório.

Infelizmente, estão em clara minoria os meios de comunicação social e jornalistas dispostos a aprender algo com os surpreendentes resultados eleitorais em duas das principais democracias. Continua a ser mais fácil navegar num mar de sobranceria e autoconvencimento em vez de encarar uma realidade eventualmente imperfeita e certamente complexa.

Culpar os sites de notícias falsas - juntando no mesmo saco difusores de mentiras com aqueles que têm uma linha editorial diferente daquela que alguns sentenciam ser a correta - pelos resultados eleitorais é mais um sinal de que os adeptos da redoma preferem manter-se no seu conforto, sem procurarem o contraditório e soltando os cães caso este se atreva a bater à porta.
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