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Leonardo Ralha

Deputados simbólicos

Várias listas de partidos e coligações que se apresentam às legislativas têm candidatos a deputados simbólicos.

Leonardo Ralha 7 de Agosto de 2015 às 00:30
Várias listas de partidos e coligações que se apresentam às legislativas têm candidatos a deputados simbólicos. E não por irem ser meras caixas de ressonância das lideranças parlamentares – é mesmo suposto que simbolizem um grupo de eleitores.

A bloquista Júlia Pereira, candidata por Setúbal, poderá tornar-se a primeira deputada portuguesa transexual. E só a derrota de António Costa impedirá Ana Sofia Antunes, 19ª na lista do PS por Lisboa, de ser a primeira invisual no Hemiciclo. Pelo mesmo partido, o cientista Alexandre Quintanilha é cabeça de lista pelo Porto e, se chegar a ministro, será o primeiro (assumidamente) gay. Na coligação Portugal à Frente, haverá dois deputados de origem africana, embora a social-democrata Nilza de Sena, cabeça de lista por Beja, dispense o rótulo, e o popular Hélder Amaral procure a reeleição no círculo de Viseu, pouco conhecido pelo eleitorado multiétnico.

Ora, sendo positivo que a Assembleia da República espelhe a diversidade de Portugal, a 4 de outubro elegem-se legisladores. E nenhum deputado precisa de ser transexual, homossexual, cego ou negro para resolver os problemas daqueles que o são.
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