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Leonardo Ralha

Font de Canaletes

Todos os que amam Barcelona não esquecerão o que os terroristas fizeram.

Leonardo Ralha 20 de Agosto de 2017 às 00:30
Se as Ramblas tiverem memória ainda se lembrarão da semana trágica de 1909, quando socialistas e anarquistas mataram e foram mortos, e da Guerra Civil de Espanha, com a entrada das tropas franquistas a sufocar a identidade catalã.

Junta-se-lhes a carrinha do ódio, e o rasto que deixou até ao mosaico de Joan Miró.

Quem tenha estado nas Ramblas na tarde de quinta-feira fica com memórias inapagáveis, mesmo escapando ao ataque que matou duas portuguesas.

Mas todos os que amam Barcelona, já lá estiveram e lá voltarão a estar, também não esquecerão o que os terroristas fizeram.

Na parte alta das Ramblas, onde a carrinha começou a matar, uma fonte que oferece água a quem passa tem uma placa onde se lê "Si beveu aigua de la Font de Canaletes, sempre més sereu uns enamorats de Barcelona, i per lluny que us n’aneu, tornareu sempre [Se beberem água da Fonte de Canaletes, serão para sempre apaixonados por Barcelona, e por mais longe que vão voltarão sempre]".

Seria boa ideia forçar alguns a irem lá beber.
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