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Leonardo Ralha

Janelas verdes

É óbvio que António Filipe Pimentel teme furtos de obras de arte.

Leonardo Ralha 4 de Setembro de 2016 às 01:46
A boa notícia é que os lisboetas e turistas podem continuar a caminhar na rua das Janelas Verdes sem medo de que a fachada do Museu Nacional de Arte Antiga lhes caia em cima.

Convém dizê-lo, pois o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, crê que se gerou "alarme social" após o diretor do museu, António Filipe Pimentel, afirmar que "de certeza absoluta um destes dias há uma calamidade" por haver quem ande a "brincar ao património".

Seria, no entanto, de desconfiar que não se referia a danos estruturais no edifício quando alarmou a tutela. No debate ‘Qual é a Importância Económica da Cultura?’, realizado sexta-feira, na Escola de Quadros do CDS-PP, até disse que só tem 64 pessoas para 82 salas abertas ao público.

É óbvio que António Filipe Pimentel teme furtos de obras de arte, vandalismo ou danos causados por caçadores de Pokémons mais distraídos. Mas é provável que a partir de agora o Governo lhe reserve um destino infernal, digno de figurar no tríptico ‘Tentações de Santo Antão’.
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