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Leonardo Ralha

Marcelo no seu muro

Numa velha rima infantil, Humpty Dumpty, um ovo falante, tomba de um muro.

Leonardo Ralha 20 de Novembro de 2015 às 00:30
Tal como o general Simón Bolivar tinha o seu labirinto no romance de Gabriel García Márquez, o professor Marcelo Rebelo de Sousa tem o seu muro. Não o ‘chamado muro de Berlim’, como se lê no ‘Avante!’, e sim o muro em que está sentado, observando, do alto, o Portugal que encontrará nas presidenciais de 24 de janeiro de 2016.

Vendo descontentes em todo o lado, é inevitável e compreensível que Marcelo sinta nostalgia daquele tempo em que as próximas semanas pareciam uma mera formalidade. Sem adversários à direita, e tendo à esquerda a insustentável leveza de Maria de Belém e os amanhãs que bocejam de Sampaio da Nóvoa, a vitória à primeira volta seria tão apartidária como inideológica.

Apesar das boas sondagens, agora a direita desconfia de Marcelo, pois não crê que, chegado a Belém, antecipe eleições ainda que haja maioria de areia fina. E a esquerda, temendo que o faça, terá motivação para o vencer na segunda volta.
Numa velha rima infantil, Humpty Dumpty, um ovo falante, tomba de um muro. E nem todos os homens e cavalos do rei conseguem recompô-lo, numa moral da história que fica de aviso a quem lhe segue o exemplo.
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