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Leonardo Ralha

O bater de asas

Sofreu de fora, viu Éder marcar, chorou de alegria e ergueu a taça.

Leonardo Ralha 11 de Julho de 2016 às 01:45
Entraram aos milhares no Estádio de França. Uma foi vista por milhões, pousada no rosto de um homem sentado na relva, com todas as câmaras apontadas, tentando suster as lágrimas da dor que sentia no joelho e do desgosto de ver um sonho fugir.

Da traça que pousou no rosto de Cristiano Ronaldo só sabemos que bateu as asas, como a borboleta da teoria do caos que causava tufões do outro lado do Mundo.

De Ronaldo vimos que se levantou e foi à linha, onde lhe deram sprays e uma ligadura. Voltou, com dor no joelho e na alma. Depois voltou a cair, fez questão de pôr a braçadeira no braço de Nani e saiu em maca.

Foi para o banco após o intervalo, sofreu de fora, viu Éder marcar, chorou de alegria e ergueu a taça. Tudo num bater de asas.
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