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Leonardo Ralha

Os restos dos mortais

Ficarão vasos com cinzas e obras eventualmente valorosas.

Leonardo Ralha 28 de Junho de 2015 às 00:30
O que ficará de cada um de nós? Camões garantiu que alguns, por obras valorosas, se vão da lei da morte libertando, ainda que muitos daqueles que teria em mente já tenham caído no esquecimento.

Para os mortais, uma garantia: existimos enquanto vivos estiverem aqueles que fizeram parte da nossa vida. Filhos, netos, amigos, colegas, aqueles com quem interferimos, para bem, para mal ou (na maioria das vezes) para assim-assim. Quando também esses tiverem morrido, ficarão lápides ou vasos com cinzas, obras eventualmente valorosas e um enorme rasto, mais burocrático do que biográfico, da nossa passagem.

Sendo a Eternidade tão expansível quanto o Universo, melhor fazemos se nos preocuparmos com aquilo que, aqui e agora, fazemos acontecer e impedimos que aconteça.

A nós e aos outros.

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David Clifford era um fotógrafo com muito talento. Morreu no início da semana, aos 40 anos. Ficam as suas fotos, que vale a pena googlar...

Camões David Clifford obras morte
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