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Leonardo Ralha

País verde e vermelho

A forma séria de resolver o imbróglio em curso será convocar novas eleições.

Leonardo Ralha 23 de Outubro de 2015 às 00:30
A bandeira portuguesa tem dois quintos de verde e três quintos de vermelho. Melhor dizendo, teria se não existisse a esfera armilar amarela e o escudo, centrados entre as cores dominantes.

Idealizada com as cores do Partido Republicano, a bandeira escolhida em 1911 tem o simbolismo que cada regime queira ver, mas no país saído do 4 de outubro traduz o peso eleitoral dos blocos que lutam pelo poder.

A diferença é que o bloco verde surge homogéneo, quase unificado, enquanto só daltónicos voluntários ignoram que nos outros três quintos há rosa, fúcsia e vermelho, nos mais diversos tons. A meio, com tendência minguante, a zona amarela e branca que ao longo das décadas várias vezes se juntou ao verde, permitindo-lhe superar a teoricamente maior e praticamente inconciliável mancha contrária.

A forma séria de resolver o imbróglio em curso será convocar novas eleições, no primeiro domingo em que seja possível, e a ida a votos das duas coligações – a real e a que mantém António Costa à tona –, numa bipolarização à moda dos EUA.

Nesse dia, sem espaço para amarelos, veremos até onde o verde avançará.
Portugal eleições legislativas eleições António Costa
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