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Leonardo Ralha

Pós-verdades nas Finanças

Do penoso caminho que culminou com a ejeção de António Domingues sai um responsável pelas Finanças enfraquecido.

Leonardo Ralha 10 de Fevereiro de 2017 às 00:31
Quando um deputado adverte um membro do Executivo de que estará a incorrer na "moldura penal de um crime de perjúrio", começa a tornar-se evidente que só uma feliz conjugação de estrelas ou o ancestral mito dos brandos costumes impedem Portugal de encontrar um Trump, uma Marine ou um Tsipras para carregar em ombros até ao poder.

Certo é que João Almeida, do CDS-PP, convocou uma conferência de imprensa na qual admitiu perguntar ao ministro das Finanças, Mário Centeno, se pretende "voltar atrás na resposta que deu" à comissão de inquérito, assegurando que António Domingues não obtivera garantias de que seria dispensado de apresentar declaração de rendimentos se aceitasse liderar a Caixa Geral de Depósitos.

Do penoso caminho que culminou com a ejeção de António Domingues sai um responsável pelas Finanças enfraquecido e desacreditado, apesar da defesa intransigente de António Costa e dos "até ver" de Marcelo Rebelo de Sousa. Uma pasta tão importante para a credibilidade de Portugal não se compadece com a descoberta de ‘pós-verdades’ que vêm provar que agir dentro da Caixa pode ser perigoso quando se pensa fora dela.

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