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Leonardo Ralha

Pouso difícil do tucano

"As sondagens são tão esvoaçantes quanto as mulheres da ópera ‘Rigoletto’."

Leonardo Ralha 10 de Outubro de 2014 às 03:18

As sondagens são tão esvoaçantes quanto as mulheres da ópera ‘Rigoletto’. É bom que Aécio Neves não se esqueça disso, e será estranho se o fizer, pois há poucos dias as intenções de voto afastavam-no da segunda volta das presidenciais brasileiras.

Apontado como o homem capaz de pôr fim ao domínio do Partido dos Trabalhadores em Brasília, mesmo antes da oficialização do apoio de Marina Silva, o candidato do Partido da Social Democracia do Brasil (PSDB) está à beira de duas metas. A primeira é sentimental: o avô, Tancredo Neves, deveria ter sido o primeiro presidente da redemocratização, mas morreu antes de tomar posse, abrindo caminho a José Sarney.

Mas a vitória de Aécio é sobretudo um regresso aos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, também ele do PSDB, cujas políticas de combate à pobreza tiveram os resultados apropriados por Lula da Silva e Dilma Rousseff. Com uma grande diferença: caso vença, o social-democrata conta apenas com 128 dos 513 congressistas eleitos no domingo. Terá de forjar difíceis alianças, pois nem as deserções para a órbita do poder resolvem o problema. Para o político tucano, ave que surge no símbolo do PSDB, será muito complicado encontrar onde pousar.

eleições Brasil Aécio Neves Dilma Rousseff
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