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Leonardo Ralha

Realidade diminuída

Convém recordar que há quatro anos a perspetiva da entrada em força da realidade aumentada no quotidiano não era o Pokémon Go e sim o Google Glass.

Leonardo Ralha 22 de Julho de 2016 às 01:45
"Prognósticos só no fim do jogo", a célebre frase de João Pinto, fica mais válida a cada dia que passa, e a cada impossível que se torna real. Como o lateral-direito jogou no FC Porto de 1981 a 1997, poderia ter respondido isso caso alguém lhe perguntasse em 1996 se o Pokémon, acabado de lançar como jogo para a consola portátil Game Boy, estaria na ordem do dia daí a 20 anos.

Chegados a um 2016 em que pessoas adultas, vacinadas e sem doença mental diagnosticada andam pela rua à procura de seres que só existem na aplicação associada à câmara do smart-phone ou batem à porta de desconhecidos, esperando que estes os deixem entrar nas suas casas, visto que lá se escondem criaturas virtuais, convém recordar que há quatro anos a perspetiva da entrada em força da realidade aumentada no quotidiano não era o Pokémon Go e sim o Google Glass.

No vídeo de apresentação, os óculos permitiam saber a temperatura ao olhar para a janela, faziam surgir mapas com indicações e tiravam fotografias daquilo que o utilizador via. Talvez fosse o caminho para nos transformar em ciborgues, mas o fracasso do projeto mostra que até a realidade aumentada pode só triunfar em versão diminuída.
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