Suspenda-se o voto branco

Leonardo Ralha

Suspenda-se o voto branco

O mais grave é que a autora crê que "essa alteração não se faria pela força, mas dentro do próprio processo democrático".
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Por Leonardo Ralha|26.05.17
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Imagine-se que nesta coluna aparecia um texto em que o autor defendia a suspensão do direito ao voto a perto de metade dos portugueses, por duas décadas, alegando que isso corrigiria injustiças sociais e económicas.

Tal não aconteceu no CM, e sim no blogue Capazes - plataforma feminista online criada por Rita Ferro Rodrigues, que há uns dias tuítava que "hoje acabava-se com Trump, com Temer e com o Correio da Manhã e era tão lindo". Suellen Menezes defendeu no blogue Capazes que "a suspensão temporária do poder do voto dos homens brancos é a única chance de produzir uma real alteração no mundo no espaço de apenas uma geração".

O mais grave é que a autora crê que "essa alteração não se faria pela força, mas dentro do próprio processo democrático", revelando o que só com extrema boa vontade se pode descrever como mero défice de compreensão da democracia, essa pedra no caminho do seu ‘mundo igualitário’.

Sendo ainda assim benévola, pois não propôs a suspensão temporária do nascimento de bebés brancos do sexo masculino, Suellen Menezes vem lembrar-nos algo importante: há sempre quem vislumbre utopia na opressão dos outros.
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