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Leonardo Ralha

Tortura das estátuas

É comovente testemunhar momentos em que expoentes lusitanos do politicamente correto, caídos no caldeirão de antiamericanismo em crianças, gostariam de estar nos EUA.

Leonardo Ralha 27 de Agosto de 2017 às 00:30
É comovente testemunhar momentos em que expoentes lusitanos do politicamente correto, caídos no caldeirão de antiamericanismo em crianças, gostariam de estar nos EUA. Tudo graças à ofensiva contra estátuas de confederados, derrotados na Guerra de Secessão, que já levou à morte de uma ativista, atropelada por um supremacista branco.

Varrer as cidades americanas de homenagens a esclavagistas poderia ser mero revisionismo histórico, mas também é revisionismo histórico seletivo, pois o mesmo critério serviria para derrubar estátuas dos ‘pais fundadores’, todos eles donos de escravos.

Já em Portugal, onde foi inaugurada uma estátua do Padre António Vieira rodeado de crianças índias, os torturadores e demolidores de estátuas morreriam de cansaço. Quase todos os grandes da História foram esclavagistas, xenófobos e patriarcais, abundando casos de islamofobia, antisemitismo e pura malvadeza. Veja-se como D. João II e o Marquês de Pombal eliminaram os seus inimigos.
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