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Leonardo Ralha

Um PSD de braços caídos

Que o PSD tenha chegado a este ponto é lamentável.

Leonardo Ralha 5 de Janeiro de 2018 às 00:30
Levantem o braço (nem importa qual) todos os portugueses que passaram a quinta-feira ansiosos pelo debate entre Pedro Santana Lopes e Rui Rio, candidatos a sucederem a Pedro Passos Coelho na liderança do PSD.

Nem precisam de baixar, pois é provável que os braços não cheguem para obstruir a vista de ninguém. Apesar dos argumentos de dois homens que representam ideias diferentes (mas tão passíveis de interpretações variáveis quanto uma pintura abstrata) do que é, e deve ser, o PSD, ninguém acredita que haja muito mais em jogo do que o estilo de oposição - ou de disposição para servir de muleta na próxima legislatura -, pois falta imaginação para prever a calamidade ou escândalo capaz de inverter o rumo para a vitória de António Costa.

Que o PSD tenha chegado a este ponto é lamentável, pois a aversão lusitana a reinventar o leque partidário (ao contrário de Espanha, França e Itália) leva a que nesse partido se mantenha a massa crítica necessária a uma alternativa de poder que falta aos mais dinâmicos Assunção Cristas ou a Rui Moreira. E a falta de concorrência também é negativa para o desempenho do PS, como sucede em todos os monopólios.
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