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Leonardo Ralha

Um amor 'Interstellar'

Christopher Nolan mostra um futuro em que a Terra está coberta de pragas e de pó.

Leonardo Ralha 2 de Novembro de 2014 às 01:09

Desde Ícaro que se augura a queda fatal dos ambiciosos, pelo que não faltará quem diga que Christopher Nolan se aproximou tanto do sol em ‘Interstellar’ que as asas derreteram.

O britânico mostra um futuro em que a Terra está coberta de pragas e de pó, e em que a única esperança contra a extinção são astronautas que exploram planetas talvez habitáveis. Filmou-o de uma forma que irá maravilhar quem for ver a reinvenção da ficção científica.

Mas ‘Interstellar’ será criticado por "apelar ao sentimento". E apela, sem deixar de apelar ao intelecto, pois a possível salvação da Humanidade depende do amor entre um pai e uma filha. Uma força mais absoluta do que o tempo e o espaço, que neste preciso momento estará a contribuir para essa salvação, aqui e acolá, mesmo sem naves e efeitos especiais.

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