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Leonardo Ralha

Verdade minhota com pouco filtro

Regresso a Viana do Castelo, para onde levou uma versão musical de ‘Amor de Perdição’, reavivou memórias a quem se adaptou a Lisboa.

Leonardo Ralha 29 de Abril de 2017 às 00:30
Minhota em tudo menos no nascimento, pois só veio de Tomar aos três anos, foi com alegria que Melânia Gomes voltou a Viana do Castelo graças a ‘Perdição’. Baseada no ‘Amor de Perdição’, e com a atriz de 32 anos no papel de Teresa, embora seja bem mais saudável do que a fidalga do livro de Camilo Castelo Branco, a peça tem algumas surpresas.

"Não fazia ideia que era um musical quando aceitei o convite", explicou, em entrevista à ‘Lux’, quem se assume "muito minhota" e "muito abundante". E quão minhota, numa escala de zero a Bom Jesus de Braga? "O Minho está em mim e está na minha franqueza e autenticidade. Mesmo estando longe de Viana há muitos anos, tenho poucos filtros. Pode haver quem goste e quem não goste. Não consigo ser falsa", garante Melânia. Essa característica ter-lhe-á trazido problemas na última década e meia, mas não foi a única dificuldade na adaptação à "maneira de viver de Lisboa".

"Entrava no autocarro a dizer ‘Bom dia!’ e ficava tudo a olhar para mim! As pessoas andavam todas maldispostas nos transportes públicos", recordou, embora seja provável que isso se devesse ao facto de nunca picar os módulos ou sequer olhar para os passes sociais que os restantes passageiros lhe apresentavam maquinalmente ao ouvirem a saudação...   
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