O jogo dos jogos deste Mundial, do qual já nos despedimos, aconteceu no sábado. Aquele que é considerado o desafio que ninguém quer jogar - o dos que não chegam à final - transformou-se num combate de resiliência, de força, de luta incansável por fazer melhor, pela superação, mesmo quando o cansaço já se sobrepunha a qualquer ordem do cérebro. A perder por quatro golos no intervalo, França foi capaz de responder, de correr e de marcar, nunca baixando os braços, nunca assumindo que estava perdido. Não estava. A seleção perdeu, sim, mas lutou até ao fim, agigantou-se perante uma Inglaterra imparável e perdeu, ganhando. Dir-se-á que é um ‘clássico’, que os dois países são eternos rivais, que um França-Inglaterra tem obrigação de ser um desafio como nenhum outro. Aliás, que França era uma das favoritas para vencer o Mundial. Era, mas não chegou ao pódio apesar do esforço. E está tudo bem. É futebol. E quando se trata de um jogo destes, ninguém está por ninguém: estamos, sim, pela essência e nobreza do jogo.
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