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Mafalda de Avelar

Trump aos beijos pelo Mundo

Enquanto na Europa o tema continua a ser Brexit, a imigração, as horas de trabalho e as negociações de dívida, na Ásia os olhos estão em Obama.

Mafalda de Avelar 29 de Maio de 2016 às 01:45

Um mural anti-Brexit

‘O beijo da morte’ é o nome do mural de quatro metros que se encontra em Bristol e cuja imagem esta semana correu o Mundo. Promovido pela organização ‘Nós somos Europa’, que defende a manutenção do Reino Unido na UE, a sátira escolheu como protagonistas dois controversos mediáticos da língua inglesa favoráveis ao Brexit: Donald Trump, candidato republicano à Casa Branca, e Boris Johnson, ex-presidente da câmara de Londres.

 

Brexit ainda em cima da mesa

A um mês do referendo que ditará a permanência ou a saída do Reino Unido da UE, a tensão é grande. David Cameron está em campanha, num tudo por tudo pela permanência. Segundo o Ministério das Finanças, o Brexit poderá levar à perda de meio milhão de postos de trabalho em apenas dois anos. Do lado da saída… as atenções voltam-se também para o tema da imigração.  

Love is in the air?

Também aos beijos, Trump pode ainda ser visto na Lituânia. Desta vez a beijar Putin. Além das controversas frases xenófobas, Trump tem pautado a sua campanha presidencial por constantes aproximações aos ‘polémicos mundiais’. Da Coreia do Norte à Rússia. A célebre fotografia de 1979, entre o soviético Brejnev e o antigo presidente da Alemanha Oriental, Erich Honecker, tem agora novo protagonista: Trump. Está em todas!

A Grécia vence!

Esta semana, e após nove meses de impasse, os ministros das Finanças da Zona Euro chegaram a acordo com a Grécia. Os gregos conseguiram, assim, um acordo sobre a dívida e garantem, também, o regresso do FMI ao resgate. É uma vitória? Sem dúvida. Um acordo com muitos significados. Com toda a certeza que a proximidade do referendo sobre o Brexit no Reino Unido e as eleições em Espanha também contaram. À conta de tudo isto, o governo liderado por António Costa também ‘folga’ um pouquinho.

Áustria rejeita extrema-direita

Foi por pouco. Por muito pouco. Alexander van der Bellen conseguiu por escassa margem ultrapassar Norbert Hofer, candidato à presidência da Áustria, pela extrema-direita. A vitória do nacionalista chegou a ser celebrada mas os votos por correspondência deram a vitória ao ecologista. Depois da queda dos partidos tradicionais, que não conseguiram passar à segunda volta, as minorias do passado lideram. Depois do susto destas eleições austríacas, resta saber o que acontecerá no resto da dividida Europa.

Um país europeu em greve

Em França, as tensões sociais são cada vez mais fortes. A razão: a lei do trabalho. Os protestos dos últimos meses estão a ganhar mais força. No mês passado, mais de 1,2 milhões de pessoas manifestaram-se contra as reformas laborais, mas o governo não recua. Na semana passada até os polícias se manifestaram. Esta semana, o bloqueio a refinarias deixou mais de um milhar de postos de combustível vazios.

A viagem pela Ásia

Obama está determinado em deixar a presidência dos EUA com as pazes feitas com o Mundo, garantindo a supremacia dos EUA (também perante a China). E isto sem poder saber se Trump será o próximo na Casa Branca… O que poderá significar que o esforço de Obama irá para o lixo. Dito isto: Obama esteve esta semana no Vietname, levantou o embargo à venda de armas a este país, provocou a China com esta viagem e foi ainda dar um pulo ao Japão, onde participará na cimeira dos G7 – onde todas as atenções estarão no discurso em Hiroshima.

Al Tayeb vai ao Vaticano

Embaixador da mudança, o Papa Francisco soma e segue na sua missão apaziguadora. Além de tentar mudar a mentalidade da Igreja (sobretudo no que toca a algumas questões fraturantes), o Sumo Pontífice não esquece de mostrar a sua "rejeição da violência e do terrorismo". O Papa Francisco recebeu esta semana Ahmed Al Tayeb, o imã da Universidade islâmica do Cairo Al Azhar.

10 mil euros por segredo

Esta semana, um espião português foi detido em Roma, Itália, por alegadamente estar a vender segredos de Estado, nomeadamente da União Europeia e da Nato, a um russo. O funcionário do Serviço de Informações de Segurança (SIS) recebia 10 mil euros por segredo.

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