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Magalhães e Silva

Consensos

Guerra à santimónia que torna a vida pública um faz de conta.

Magalhães e Silva 1 de Maio de 2016 às 01:45
Na enorme tristeza que nos causa o espetáculo do Brasil, há uma enorme vantagem: fica bem claro que a virtude e o vício não são conaturais a qualquer ideologia ou partido político, nem sequer próprios de qualquer deles. A todos pertencem por igual.

E se se tende a pensar o contrário, é porque se faz de conta que não se percebe que Stalin e Hitler chacinaram milhões e que, a norte e a sul de Rio Maior, porfiaram, ora uns, ora outros, na violência e no fanatismo cego.

Acontece é que coisas assim não estão longe, nem no espaço, nem no tempo, como revela a formação do Governo, com a direita, de veste rasgada, a querer lançar anátema moral sobre facto tão natural e próprio de um sistema, como é fazer… coligações governamentais. Tudo isto vem a propósito dos consensos pedidos por Marcelo no 25 de Abril.

As áreas são as óbvias e as possíveis: justiça, segurança social, saúde e sistema financeiro. Mas enquanto esquerda e direita, com a emoção das justas e nobres causas, se blasonarem de uma pureza de costumes, filha legítima das suas ideologias, e acharem que os outros são o MAL, não há o clima necessário para os consensos possíveis.

Pregue-se, por isso, todos os dias, humildade.
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