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Magalhães e Silva

Catalunha

Para a Espanha renascer, tem de cessar a sobranceria de Castela.

Magalhães e Silva 24 de Setembro de 2017 às 00:30
Não sou contra, nem a favor, da independência da Catalunha. Sou português, não sou catalão. Nem sequer conheço qualquer estudo sério que evidencie prós e contras para coesão e desenvolvimento europeus - que esses já me dizem respeito - de uma Catalunha independente, no seio da UE.

Dito isto, não gosto de ver encimados comentários sobre o referendo catalão com a expressão "ideia romântica", que assassina, desde logo, qualquer reflexão séria.

Ora, sério, sério, seria Madrid e Barcelona acordarem nos termos e condições de um referendo; e, no tira-teimas das urnas, apurar, democraticamente, a vontade do povo catalão.

É que para integração/independência, como para monarquia/república, se se entende que devem ser conformes com a vontade popular, há uma só via - o sufrágio. Como fez - tem sido bem lembrado - o Reino Unido com a Escócia. Logo, nada de bem- -pensantismos a favor de Madrid.

Também comparar Espanha à Venezuela, por usar a força contra grosseiras violações da lei, é o bem-pensantismo de esquerda, no seu melhor. É que a censura política não passa pelo cumprimento da lei por meios enérgicos; vem antes, vem da recusa de acordar a submissão a votos do destino da Catalunha.
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