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Magalhães e Silva

A primeira dama

A Mulher do PR não é eleita, logo ser 1.ª dama é uma opção

Magalhães e Silva 31 de Maio de 2015 às 00:30

A senhora faz as perguntas que quer e eu dou as respostas que entendo", disse Cunhal, hesito a que jornalista. Trata-se de uma afirmação de poder, a legitimar o paradigma, instalado há décadas, de ninguém, políticos e não só, ser capaz da linguagem aberta e simples do sim-sim, não-não.

Vem isto a propósito da entrevista de Sampaio da Nóvoa, à TVI24. Homem de bem, culto e íntegro, subscrevo, com uma ou outra nuance, o programa presidencial que apresentou, há semanas, em entrevista, ao diário ‘i’. Ora, fiquei perplexo pelo facto de, perguntado três vezes, se a Mulher ia desempenhar a função de 1ª dama, ter discorrido sobre o caráter pessoal da decisão de se candidatar e nunca respondeu.

A 1ª dama, em Portugal, é uma realidade com 40 anos, que recria, pasme-se, a nostalgia do casal real. Portugal é, porém, uma República; eleito é o Presidente, que será acompanhado pela Mulher, quando as práticas do Protocolo o imponham. Se há razões aceitáveis para que a Mulher do futuro PR não vá além da natureza das coisas, o candidato só tinha de o dizer.  

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