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Magalhães e Silva

As eleições da OA

Vai sendo esquecido que a advocacia exerce uma função social insubstituível.

Magalhães e Silva 30 de Outubro de 2016 às 01:45
Vai sendo esquecido que a advocacia exerce uma função social insubstituível, tanto que, sem advogados, não se consegue, em regime democrático, fazer Justiça, nos tribunais.

É essa função social que exige seriedade e exigência no regime de estágio; é ainda ela que exige continuado e persistente controlo do patrocínio oficioso, filho da garantia de acesso ao direito, instituído para que todos, independentemente da sua capacidade económica, tenham a possibilidade de ver o património ou a liberdade defendidos em tribunal; é ainda a função social da advocacia que impõe a punição de todos os profissionais que cuidem mal dos seus clientes ou, em geral, violem a disciplina da profissão.

Nada me custa reconhecer que algumas – infelizmente poucas - intervenções públicas da Bastonária foram úteis à profissão. Mas não posso deixar de assinalar que os últimos três mandatos – os de Marinho e Pinto e o de Elina Fraga – deixaram órfãos os temas que assinalei, multiplicando-se numa abordagem populista do mandato que faz títulos, mas não ajuda a profissão.

É, pois, tempo de ter à frente dos destinos da OA quem, na própria Ordem, já tenha dado provas de ser capaz de levar a carta a Garcia.
Marinho Pinto Elina Fraga Ordem dos Advogados advogados advocacia Justiça tribunais
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