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Magalhães e Silva

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A ‘caça’ a Jorge Sampaio começou. Vêm aí mais tiros.

Magalhães e Silva 2 de Abril de 2017 às 00:30
Uma digressão por alguns comentadores de direita e pelas redes sociais mostra que a abordagem vesga da História com que se escreve vai de par com a mais completa falta de memória sobre as realidades de cada tempo.

Vem isto a propósito do episódio Barroso/Santana Lopes e o que sobre o tema se tem escrito.

Vale a pena lembrar que, em 13 de junho de 2004, quinze dias antes da demissão de Barroso, o PS, com 44,53% dos votos nas eleições europeias, tinha obtido, pela primeira vez, em eleições de caráter nacional, mais votos que os dois maiores partidos da direita, PSD e CDS, coligados na Força Portugal, que se ficou pelos 33,27%.

Se, nessa altura, Sampaio tivesse seguido a opinião de que a saída do PM obrigava a que a sucessão fosse decidida pelo eleitorado e convocasse eleições, nada beliscaria o PR se a coligação no poder as ganhasse ou, como a ‘sondagem’ das europeias prenunciava, fosse Ferro Rodrigues, amigo de Sampaio há décadas, a sair delas PM.

Já a dissolução em novembro de 2004, ou se saldava numa derrota de PSD/CDS, ou o PR ficaria sem face até ao fim do seu mandato.

Ainda querem sustentar que, em junho de 2004, Sampaio abria o caminho para a vitória do PS em 2005?! 
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