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Magalhães e Silva

O bloco central

Será que até a esquerda caviar quer o Bloco Central?!

Magalhães e Silva 23 de Agosto de 2015 às 00:30
Vão ser necessários muitos anos e muitos desenhos para que eu perceba a atração de todo o bem-pensante, com os editorialistas dos diários e semanários de referência à cabeça, pelo Bloco Central. Como se a democracia não fosse a expressão da diversidade e o conflito, que pela regra mecânica da maioria se resolve de forma incruenta, não constituísse a sua respiração natural.

Salazar proclamava a excelência da ditadura com a célebre frase "Felizes os Povos que não têm de escolher". O Bloco Central é coisa prima: felizes os Governos que não têm de governar. E nem se diga que coligações são o normal na Europa e que há reformas a ultrapassar uma legislatura. É que coligações são meras maiorias, não têm de ser Bloco Central; e pactos para reformas bastam-se com acordos de incidência parlamentar.

Vale a pena perceber que o apelo recorrente ao Bloco Central contém três coisas: a nostalgia, versão finaça, da União Nacional; a incapacidade, à esquerda, de ultrapassar os traumas de 75; e a recusa da democracia como o regime do conflito.

E se crescêssemos?!
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