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Magalhães e Silva

Useiro e vezeiro

Pedro Passos Coelho e Pedro e o lobo: a agonia da credibilidade.

Magalhães e Silva 25 de Setembro de 2016 às 00:30
Parece-me mal que uma medida fiscal, em preparação pelo Governo, apareça como definitiva, na boca de Mariana Mortágua, por mais influência que o BE tenha tido na iniciativa em curso. E mesmo que definitiva, cabia a Costa e a Centeno o papel de porta-vozes do Governo na área das Finanças, sem que os deputados dos grupos parlamentares da coligação usurpem tal função.

Dito isto, pretender que a intervenção de Mariana Mortágua é o esquerdismo bolchevista a mandar no Governo não é ignorância ideológica – há limites para tudo -, mas tão-só intoxicação populista, que acabou por ser desmontada pelo bolchevismo esquerdista de Pedro Passos Coelho, justamente apelidado, versão YouTube, de Pedro Mortágua.

É que o ex-PM, vestido, em comício, de líder do PSD, defendeu, nos mesmos um milhão de euros e com o mesmo argumento de redistribuição de ricos para pobres, a sobretaxa dos imóveis que agora verbera. As circunstâncias eram diferentes, assegura, mas sem substanciar, credivelmente, em quê.

É verdade que se trata de um paradigma de conduta a que Passos Coelho nos habituou: prometer uma coisa e fazer outra. Mas por mais que jure que as circunstâncias do País eram diversas, é tão feio!
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