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Manuel Maria Rodrigues

Brincar com o fogo

A prioridade nunca será saber o que esteve errado e corrigir.

Manuel Maria Rodrigues 11 de Julho de 2017 às 00:30
Partilho a minha inquietação dos últimos dias: existe algo em comum entre o incêndio de Pedrógão Grande e o furto nos paióis de Tancos? Não serão precisas comissões de inquérito, relatórios individualizados de diversas entidades, comissões parlamentares ou remodelações ministeriais, para se concluir o plasmado, não em alguma lei avulsa, mas no conhecimento ancestral do povo traduzido num ditado: "quem brinca com o fogo, queima-se".

Dito assim, parece uma conclusão fútil. Mas é verídica. Todos os estudos científicos recentes, incidentes sobre alterações ambientais, apontam no sentido de Portugal caminhar para um clima mais quente, seco e sujeito a fenómenos naturais mais violentos.

Nenhum dos últimos governos assumiu como tarefa prioritária prevenir tais adversidades. Noutro prisma, quando o terrorismo e o crime organizado se tornaram realidade na Europa, ninguém reviu medidas tão inócuas como assegurar a defesa das bases militares com armas efetivamente carregadas.

A prioridade nunca será saber o que esteve errado e corrigir. Será sempre o aproveitamento político/partidário. E no futuro continuaremos a constatar que "quem brinca com o fogo, queima-se".
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