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Manuel Maria Rodrigues

71 mil crimes

Urge separar, com tolerância zero, o homem moderno do de Neandertal.

Manuel Maria Rodrigues 28 de Novembro de 2017 às 00:30
Assinalou-se no último sábado o Dia Internacional para a eliminação da Violência Doméstica contra as Mulheres. Apesar de parecer, a abordagem a este tema nunca é excessiva, mesmo que se torne incómoda. E é até bom que esse incómodo se manifeste; é sinal de que atinge o seu objetivo. Impele a que falemos sobre esta praga social.

Enquanto existirem mulheres agredidas física e psicologicamente por indivíduos que se julgam seus donos, os alertas devem ser prioridade constante, porque os números, mais do que assustadores, são repugnantes, envergonham.

A APAV registou, só de 2013 a 2016, 71 mil crimes ligados à Violência Doméstica.

O número de homicídios ronda os 250, a que se somam 210 violações, 18 867 agressões físicas, 27 082 agressões psíquicas e por aí fora… Ignóbil.

Em 1/3 dos crimes, o autor foi o cônjuge e 39% das vítimas já tinha apresentado queixa às polícias. Cerca de 7 mil vítimas são apoiadas anualmente pela APAV. Relações conjugais ou de namoro num contexto onde a violência é constante, são humilhantes, destrutivas e traumáticas.

A solução está na educação familiar e na formação escolar. Desde cedo. Com tolerância zero. Urge separar o Homem Moderno do de Neandertal.
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