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Manuel Maria Rodrigues

Bomba em Paris

Grupo camuflado de vermelho entrou no estádio e deflagrou bomba.

Manuel Maria Rodrigues 13 de Julho de 2016 às 01:45
Aquilo que mais se temia no Euro 2016 aconteceu. As autoridades, em alerta máximo, classificaram a final como de alto risco. Mobilizaram-se 3400 polícias e gendarmes. Dispuseram-se 1300 elementos no Stade de France; 1400 nas zonas de concentração de adeptos e 700 disseminados pelo sistema de transportes públicos.

A ameaça de novo atentado em Paris adivinhava-se e tinha de ser evitada. Os olhos do mundo estavam sobre França através de uma cobertura mediática contínua e planetária.

Mas, apesar do complexo dispositivo securitário, um grupo operacional, camuflado de vermelho, introduziu-se no estádio e, apesar de o seu líder ter sido literalmente abatido apenas 8 minutos após o início do confronto, não foi possível impedir que uma bomba deflagrasse, decorridos 109 dramáticos minutos de uma contenda impiedosa. O atentado viria a ser reivindicado por Portugal.

Caso inédito, praticamente todo o mundo se solidarizou com este ato e manifestou nas ruas o seu júbilo. A principal lição a retirar é a de que não se deve nunca menosprezar o adversário, denegrindo-o ou assumindo-nos como superiores. É agora imperioso serenar as hostes porque a vida real exige união de esforços e harmonia entre os envolvidos.
Paris França Stade de França Portugal Euro 2016
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