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Manuel Maria Rodrigues

Será este o caminho?

Como é possível andar um predador identificado à solta sem controlo?

Manuel Maria Rodrigues 14 de Março de 2017 às 00:30
Durante uma semana, o país viveu a angústia do desaparecimento de uma criança de 13 anos. Embora tudo apontasse para fuga voluntária, com o passar dos dias temeu-se o pior. A PJ localizou e libertou a criança, detendo o raptor, de 24 anos, já referenciado como predador sexual. Este caso serve de alerta para todos sobre os riscos da internet utilizada de forma imprudente. Questão em permanente debate e objeto de contínuos alertas, assumiu-se nos últimos dias como tema central. Mas outro aspeto exige reflexão.

O raptor estava identificado em oito casos de aliciamento de menores. Utilizou o mesmo modus operandi, recorrendo a perfis falsos.

Perguntas óbvias: como é possível andar um predador à solta sem controlo? É necessário que destrua uma criança para ser detido? Em contrassenso com todas as teorias nacionais e europeias, científicas, sociais e morais sobre a proteção da criança e os designados superiores interesses das mesmas, a lei penal, artº 176 C.P. e a legislação europeia, Diretiva 2011/92/UE, prevê penas de prisão muito leves, no máximo até 2 anos para o aliciamento de menores. O resto são tratamentos e programas... se o predador se voluntariar. Será este o caminho? 
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