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António Marinho e Pinto

Prioridade socialista

A primeira grande medida do ‘novo’ PS era destinada a satisfazer os interesses de um grupo ultraminoritário: os homossexuais.

António Marinho e Pinto 26 de Janeiro de 2015 às 00:30

A Assembleia da República rejeitou nova tentativa de legalizar a adoção de crianças por casais do mesmo sexo. Destaque desta vez para o projeto de lei do PS que previa a adoção sem restrições – não apenas a coadoção, como anteriormente. Os desejos do PS, PCP e Bloco de Esquerda foram derrotados pelo PSD e CDS.

Foi a primeira grande iniciativa legislativa da direção de António Costa e mostra como o atual PS está influenciado por pessoas do lóbi LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais). Usaram o Bloco de Esquerda enquanto lhes foi útil, vindo depois a infiltrar-se no PS onde tentam obter o que o desacreditado Bloco já não lhes pode dar.

Mas a iniciativa de António Costa mostra também o que o país pode esperar do partido por ele liderado. Com os portugueses submetidos a terríveis medidas de austeridade, que lançaram vastos setores da classe média na pobreza, a primeira grande medida do ‘novo’ PS era destinada a satisfazer os interesses de um grupo ultraminoritário da sociedade: os homossexuais. O que mais preocupa o Dr. António Costa não é o confisco das pensões de reforma dos aposentados e reformados nem os ataques ao Serviço Nacional de Saúde nem a venda ao desbarato das empresas do Estado nem o aumento da dívida pública nem a degradação do ensino público nem os impostos asfixiantes. O que mais preocupa os epígonos do PS é que não se possam disponibilizar crianças para satisfazer os caprichos onanísticos e preconceitos heterofóbicos dos gays e das lésbicas.

Ficámos, pois, todos a saber que, para os socialistas, o "superior interesse da criança" não passa de um chavão sem conteúdo, pois com o PS uma criança que perdeu o pai e a mãe pode passar a ser filha de dois pais sem direito a mãe ou então de duas mães sem direito a pai, consoante isso seja do interesse de dois homens gays ou de duas mulheres lésbicas.

É bom que o país saiba o que pode esperar deste PS.

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