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Mário Nogueira

A fraude

Optou por desviar milhares para ofertas formativas de menor qualidade.

Mário Nogueira 12 de Julho de 2016 às 01:45
A notícia correu célere: pelo segundo ano consecutivo as reprovações baixaram. Igualmente célere, o ministro da Educação que, com maior agressividade, atacou a Escola Pública quis convencer-nos de que a redução se tinha verificado num quadro de grande exigência e rigor. Não explicou o ex-ministro, porém, que rigor e exigência existem num sistema que estreitou aprendizagens, através de um empobrecimento curricular por ele mesmo imposto, e que, ao invés de uma política promotora de sucesso, optou por desviar milhares de alunos para ofertas formativas de menor qualidade que os dispensaram dos exames que o ex-ministro tem considerado como prova dos nove da exigência e do rigor.

O estreitamento curricular e a imposição de ofertas de baixa qualidade foi apenas uma das facetas do ataque da direita à Escola Pública, reservando para esta exatamente esse tipo de resposta menor, mínima, sempre que possível da responsabilidade dos municípios, de quem se esperava que assumissem um papel essencialmente social. Não surpreende, portanto, que quem destratou assim a Escola Pública esteja agora disposto a testemunhar ao lado dos colégios privados que vivem de dinheiros públicos.
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