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Mário Nogueira

Carreira docente

O governo pretende apagar os quase 10 anos cumpridos mas não contados.

Mário Nogueira 17 de Outubro de 2017 às 00:30
O descongelamento da carreira docente vai de mal a pior.

Pelo que se retira da proposta de OE para 2018, o governo pretende apagar os quase 10 anos cumpridos mas não contados, impondo uma discriminação relativamente às carreiras cujo tempo se converte em pontos que serão considerados na totalidade; quanto aos professores que progredirão em janeiro (menos de metade), pretende o governo que fiquem 1 a 3 escalões abaixo do que lhes é devido, traduzindo-se, com o faseamento, num acréscimo de 5 a 10% do que têm direito.

Se os professores não recuperarem o tempo de serviço congelado, a maior parte, mesmo trabalhando até à idade limite (70 anos), não atingirá o topo da carreira.

Não se estranha, por isso, que o Ministério das Finanças, no dia 12, tenha remetido as negociações sobre a carreira docente para o da Educação e que este, a 13, tenha considerado tratar-se de matéria das Finanças, devolvendo ao remetente a responsabilidade.

Dá para perceber o "ping-pong" perante proposta que, de tão negativa, ninguém quer assumir.

Assumirão os professores a responsabilidade de lutarem por um justo descongelamento das suas carreiras, rejeitando a discriminação e impedindo a sua destruição.
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