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A contagem decrescente começou. A fazer lembrar a história, que nos embalou a infância, sobre a espera pela décima segunda badalada que transforma a carruagem de ouro numa abóbora. O planeta futebol prepara-se para a última dança, ao mais alto nível, de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Foram anos a fio de uma rivalidade que marcou, de forma indelével, a história do jogo. O mundo já antes tinha visto estrelas a dominar o pedaço. Mas dois astros desta grandeza em simultâneo, foi coisa inaudita. Eventualmente, o que se assistiu durante dez anos, entre 2008 e 2017, com os dois monumentos a repartirem Bolas de Ouro entre ambos, será irrepetível. Quase outra década passou desde então. E eles aí continuam. Sem o fulgor de outros tempos, naturalmente. Mas também sem conceder um milímetro que seja à trivialidade, à obsessão pelo sucesso. Ronaldo e Messi redefiniram os limites do impossível. E curiosamente, nunca se defrontaram em Mundiais, sendo até que ninguém tem mais fases finais do que eles. Pode acontecer agora. Caso Portugal e Argentina ganhem os respetivos grupos e forem andando, há um encontro marcado para os oitavos de final. Seria uma pena que isso acontecesse nessa fase. Porque o mundo que se encantou com este conto de fadas, merece uma final entre Messi e Ronaldo. 

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