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Mário Pereira

Liga deste ano é terreno minado

Abaixo do quarto lugar ninguém se sente seguro

Mário Pereira 29 de Abril de 2017 às 00:30
Não há memória de uma época assim na Liga principal. Quando faltam quatro jornadas para o final da competição, a saída de Jorge Simão do comando técnico do Sp. Braga eleva para 19 o total de mudanças de treinadores. O número impressiona.

De entre as 18 equipas que formam o pelotão da competição, apenas cinco delas chegam até aqui sem que o estalido seco do chicote se tenha feito ouvir: as quatro que estão na frente da classificação, Benfica, FC Porto, Sporting e V. Guimarães; e um resistente V. Setúbal, que segue a meio da tabela (José Couceiro deveria merecer uma estátua).

Mudanças de treinador a meio da época sempre houve. E sempre haverá. Faz parte do ADN do futebol e do próprio desporto. Mas desta forma, numa espécie de sangria desatada, é um cenário absolutamente atípico. E leva a que se coloque a questão: são os treinadores que estão mais incompetentes ou os presidentes dos clubes que se revelam mais impacientes? Inclino-me para a segunda hipótese (ressalvando exceções).

Basta ver a forma como equipas de outras latitudes olham, com respeito e até reverência, para os treinadores portugueses. Os exemplos abundam. José Mourinho, André Villas-Boas, Leonardo Jardim, jovens lobos como Marco Silva e Sérgio Conceição. Apenas para citar os exemplos mais mediáticos.

O campeonato português parece estar a tornar-se, para a classe, um lugar perigoso para trabalhar. Abaixo do quarto lugar ninguém está seguro. E mesmo acima dele... Vamos ver como ficam as coisas.

Cautelas e caldos de galinha

O Benfica tem via aberta para o título. Está na frente da classificação com três pontos de vantagem, faltam quatro jornadas, tem tudo para voltar a sorrir. Perder o campeonato teria de ser considerado uma grande aselhice. O assunto deve ser tema diário das palestras do treinador.

Fenómeno Soares

A chegada de Soares ao Dragão fez crescer o FC Porto. Faturou em seis jornadas seguidas. Mas nas últimas cinco rondas, nas quais a sua equipa só ganhou um jogo, apenas marcou por duas vezes. Um caso de estudo esta dependência.

Cair... aos pés de Abel

Foi após a derrota caseira com o Sp. Braga, na primeira volta, que o Sporting descolou das equipas da frente. Abel Ferreira, que tinha rendido José Peseiro, foi o carrasco dos leões. Volta agora a sair ao caminho destes. Ironias do futebol.
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