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Mário Pereira

Empréstimos e almoços grátis

Discutir os empréstimos é uma polémica circular.

Mário Pereira 18 de Abril de 2015 às 00:30

A questão é recorrente e emerge sempre que se defrontam equipas com acordos de empréstimos de jogadores. Ganha mais visibilidade quando essas equipas são o Benfica e o Belenenses, devido à novela que já é habito fazer-se na semana que antecede o jogo entre os dois emblemas de Lisboa. E porquê? Porque além dos empréstimos há, ao que parece (sublinha-se, ao que parece), outro tipo de entendimentos para a não utilização de determinados jogadores. Jogadores esses que, cirurgicamente, se lesionam nos dias que antecedem o encontro. Ou estão castigados. Ou com dores de barriga.

Discutir se os jogadores A ou B devem ou não jogar contra o clube ao qual os respetivos passes pertencem (ou virão a pertencer) é debater o sexo dos anjos. Redunda sempre numa polémica circular. Do ponto de vista da ética desportiva, não devia acontecer, mas não é por aí que o gato vais às filhoses. O que está aqui  em causa, e isso é que merecia ampla discussão, são as relações de vassalagem que se criam quando um clube ganha os favores de outro. Como no jogo da vida, no jogo da bola também não há almoços grátis. Quem dá alguma coisa, espera sempre algo em troca. Engane-se, pois, quem pensa que um simples curvar de espinha paga a refeição.

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