Futebol na lama e ainda falta a chuva

Mário Pereira

Futebol na lama e ainda falta a chuva

Falta coragem a quem manda para pôr na ordem a tribo do futebol.
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Por Mário Pereira|25.11.17
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Não é exagerado dizer que o futebol português vive um clima de guerra civil. Desde há algum tempo que se assiste a um crescendo de tensões que agora chega ao nível do insuportável. Dia após dia, comunicado após comunicado, tweet após tweet, os consumidores de futebol, e por tabela todos os outros a quem o pontapé na bola nem diz assim tanto, são bombardeados com um chorrilho de declarações e assaques. O ruído é tal que cá para fora é projetada uma ideia acima de todas as outras: se os resultados dos jogos de futebol se decidissem dentro do campo, os clubes (entenda-se os grandes) não investiam tanto em gabinetes de comunicação. Porque nesta era do fundamentalismo comunicacional vale tudo.

Mais do que tentar identificar quem atirou a primeira pedra, e todos sabemos que neste degradante espetáculo as culpas repartem-se, importa perceber de que forma se pode fazer cessar o fogo cruzado que cospe a uma cadência assustadora das trincheiras. Essa responsabilidade só pode ser assacada a quem tem o poder. Desde logo nos clubes: ninguém acredita que esta pouca-vergonha acontece sem o assentimento, muitas vezes estratégico, dos seus dirigentes máximos. E acima destes há mais alguns círculos de decisão que não podem continuar a assobiar para o lado, sequiosos de continuar a almoçar com Deus e a jantar com o diabo. Falta coragem para pôr ordem na tribo. Enquanto isso não acontecer, vamos continuar a ver o futebol na lama. E ainda nem veio a chuva a sério.
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