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Mário Pereira

O que Jorge Jesus fez e o que pode fazer

Tarefa dos leões será terrível. Não impossível, ‘apenas’ terrível.

Mário Pereira 30 de Abril de 2016 às 00:30

Independentemente daquilo que aconteceu ontem à noite na Luz no jogo entre o Benfica e o Vitória de Guimarães, só um resultado serve ao Sporting, hoje, no Dragão, para continuar a alimentar esperanças de chegar ao título e impedir o rival do outro lado da Segunda Circular de ser campeão: a vitória. Tarefa complicada para quem, nos últimos 39 anos, apenas por duas vezes saiu do estádio do FC Porto com o máximo de pontos possível em disputa. Depois, há ainda que transpor o valor do adversário (que é grande) e o orgulho ferido de uma equipa que, cedo demais para os padrões habituais do clube, saiu da corrida pelo ‘caneco’. E sabe-se como estes jogos são perfeitos para honrar o brio. Por tudo isto, a tarefa dos leões, no jogo de hoje ao final da tarde, será terrível. Não impossível, ‘apenas’ terrível.

É neste pano de fundo que entram as palavras recentes de Jorge Jesus. Ao dizer que o que fez em Alvalade nos passados oito meses já justifica o contrato de três anos, o treinador do Sporting como que prepara terreno para a iminência de um hipotético desaire. Uma espécie de desresponsabilização feita ‘a priori’. Não precisaria de o fazer. Se o Benfica ganhar o campeonato, não é o Sporting que o perde, é mérito das águias. Porque Jorge Jesus já fez em Alvalade nesta temporada aquilo que jamais alguém fez: ganhar 77 pontos quando há ainda mais nove por disputar. Seria por isso dececionante, do ponto de vista do moral desportivo, ver agora os leões a dormir à sombra da bananeira.

Um petit milagre

Três vitórias e um empate nos últimos cinco jogos. E de repente Tondela acredita no milagre da manutenção. Não será fácil, mas quem ganha no Dragão pode fazer peito a qualquer outra equipa da Liga. A primeira final é já hoje com o Rio Ave. A seguir de perto.

Bruno merecia mais
Bruno Moreira vai acabar a Liga como melhor marcador português. E tudo indica que deixa o futebol do burgo para rumar à Tailândia. Tudo isto sem que uma única vez lhe tivesse sido dada uma chance na Seleção. Surpresos?

De aflitos
Lá por baixo, a Académica tem amanhã um decisivo jogo na Madeira, frente ao União. Um encontro fundamental para os estudantes.

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