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Mário Pereira

O terceiro desafio do jovem Marco Silva

Líder (ou treinador) que se preze tem de se comprometer.

Mário Pereira 9 de Maio de 2015 às 00:30
Marco Silva, no ano de estreia como treinador de primeiro plano do futebol português, conseguiu duas pequeninas proezas (e não mais do que isso) antes do fecho da época: conduzir a equipa do Sporting à final da Taça de Portugal e assegurar o terceiro lugar na Liga. Que vale a presença no play-off de acesso à fase de grupos da Champions. Está, por isso, perto de garantir dois objetivos. Mas para receber medalhas, precisa de ganhar no Jamor ao Sp. Braga, no dia 31 deste mês. E de, já na próxima época, ultrapassar um último obstáculo antes de certificar a entrada no clube VIP do futebol europeu. Até lá, tem nickles. Nada. Zero.

São duas empreitadas de respeito. Mas um terceiro desafio se coloca a este jovem lobo de 37 anos: mostrar mais ousadia de caráter, na forma como se liga ao exterior. O que se vê e se ouve, semana após semana, antes e depois dos jogos, é uma amálgama de frases feitas e lugares-comuns. Um óbvio ululante tão enfadonho e vazio que contamina de forma indelével uma imagem ainda em construção. Líder (neste caso treinador) que se preze, tem de se comprometer. Expressar ideias firmes, emitir opiniões concretas. Abaixo disso estão os príncipes da vulgaridade, eternos candidatos ao trono do reino da pequenez.

terceiro desafio jovem Marco Silva
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