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Mário Pereira

Sensibilidade e falta de senso

O futebol português vive sob um manto de tensões.

Mário Pereira 16 de Maio de 2015 às 00:30
O futebol português vive sob um permanente manto de tensões acumuladas. A rivalidade entre clubes, quando temperada com bom senso, é sadia e até recomendável. Mas por vezes, muitas vezes, aliás, basta uma pequenina chispa e está montado o cenário para um incêndio.

Em boa parte dos casos seria tão fácil evitar esses focos pirotécnicos que quase somos levados a pensar que são tudo menos involuntários. Veja-se, por exemplo, o caso do treino da equipa do Marítimo no centro de estágios do Benfica, nesta semana. Mesmo levando em conta que os dois clubes têm relações amistosas e acordos de reciprocidade na cedência de instalações, é tudo menos normal ver um clube a beneficiar dos favores de outro clube com o qual vai jogar dentro de dias dois encontros nos quais estão (ou pelo menos podem estar) títulos em causa. Neste caso a Liga (Marítimo vai à Luz na última jornada e o Benfica pode precisar da vitória para fazer festa) e a Taça da Liga (jogam ambos a final dentro de duas semanas).

Era mesmo preciso fazer as coisas desta maneira? É que deste modo até ganham sentido as críticas dos que defendem, mesmo que por conveniência, que ‘isto anda tudo feito’. Vá lá, deixem-nos ao menos ter direito a ser um bocadinho ingénuos...
Marítimo Benfica Liga Taça da Liga desporto futebol
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