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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Miguel Alexandre Ganhão

A batalha pela Linha de Cascais

Para Lisboa, os comboios devem partir de Alcântara. Oeiras e Cascais rejeitam.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 14 de Janeiro de 2016 às 00:30
Trava-se uma batalha épica pelo futuro da Linha de Cascais. Envelhecida pelos anos, aquela que já foi considerada uma das mais bonitas viagens de comboio de Portugal está hoje obsoleta. A voltagem do percurso é tão antiga que não existe no Mundo material circulante que possa substituir os velhinhos comboios amarelos. E se não fosse o milagre diário da manutenção da CP, há muito que as coisas tinham parado.

E quem são os guerreiros que se digladiam por este troço? De um lado, a Câmara de Lisboa, que quer reduzir o percurso forçando o fim da linha em Alcântara. A fundamentação da autarquia de Fernando Medina é que, hoje em dia, as pessoas que utilizam a linha têm como destino final na capital (Telheiras, Campo Grande, Alvalade, etc.) muito mais do que a zona histórica da Baixa.

Do lado oposto, estão Oeiras e Cascais. Para Paulo Vistas e Carlos Carreiras, é fundamental que a ligação continue até ao Cais do Sodré. A argumentação é de peso. Os turistas, os principais visitantes dos dois municípios, estão concentrados na Baixa e é dali que querem partir para conhecerem as praias do Estoril.

Retórica à parte, há outro problema: o preço. A solução defendida por Lisboa custa 600 milhões de euros, pois obriga a grandes mudanças na paisagem da cidade. A opção de Oeiras e Cascais custa metade, com a necessária modernização de toda a infraestrutura. Último ponto: do momento da decisão (seja uma ou outra a solução aceite) até se concluírem as obras, vai demorar oito anos. Bom combate!

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Puro Veneno

Baleia custa 20 mil euros a cascais
A fatura da remoção e incineração da baleia que deu à costa na Parede é de 20 mil €. Quem vai pagar é a Câmara de Cascais e algumas empresas municipalizadas. O primeiro cheque já foi passado, para a grua que removeu o cetáceo.


Do banif à oitante
Miguel Barbosa foi o gestor que o Estado nomeou para vigiar o Banif, substituindo António Varela. Agora vai liderar o veículo que tem os ativos tóxicos que o Santander não quis.


CDS ausente da tomada de posse
Paulo Ralha foi reeleito presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos. Na cerimónia de posse, estava pela primeira vez um representante da Autoridade Tributária, assim como todos os partidos políticos… bem, todos não, o CDS-PP primou pela ausência.


A contabilidade de Santos Silva
Num seminário diplomático, o ministro dos Negócios Estrangeiros disse alto e bom som que, para este Governo, nem todas as despesas vão contar para o défice. E que Bruxelas iria ter de aceitar isso. Na mente dos embaixadores, ficou uma palavra a bailar: desorçamentação.


Quem ficou de fora
Escolhidos para a lista de candidatos a líder do Fisco: Helena Borges (a nomeada), Jesuíno Martins (ex-assessor de Núncio, com quem se incompatibilizou) e José Castro (diretor de Finanças do Porto em substituição).

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Claques leoninas deram um aperto a responsáveis do BCP e Novo Banco
Elementos das claques leoninas estavam à entrada da reunião em Alvalade no dia 8. De cara tapada, mostraram aos representantes do Novo Banco e do BCP que a coisa podia não correr bem se as instituições não adiassem por 10 anos o empréstimo de 55 milhões à SAD realizado através dos Valores Mobiliários Convertíveis em Ações (VMOC). Se cá fora o ambiente era tenso, lá dentro Bruno de Carvalho exaltou-se com a representante do BCP, mas os gritos não foram ouvidos. O banco tinha na retaguarda um gabinete de crise no Taguspark e era de lá que vinham as instruções.

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