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Miguel Alexandre Ganhão

A China manda e nós obedecemos

Os grupos Wanda e Anbang preparam investimentos significativos no nosso país, que podem ser anunciados ainda este ano.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 23 de Abril de 2015 às 00:30
As coisas são como são e não como nós gostaríamos que fossem. Serve isto para falar do investimento chinês em Portugal, que parece incomodar alguns, mas que se impõe a um País que se arrasta para fora da crise e que continua a ter elites empresariais fraquinhas e queixinhas. Os chineses estão em Portugal para ficar. Salvaram a Fidelidade, vão salvar o Novo Banco e vão ser o motor da recuperação no setor da construção civil.

O contrato entre a empresa portuguesa, Idealmed SGPS, de Carlos Dias, e o grupo chinês Merchants para construção de 25 hospitais de luxo na China é só o início. O negócio, que teve a intervenção do próprio primeiro-ministro, Passos Coelho, que no passado mês de setembro se reuniu, discretamente, na quinta Paço da Palmeira, em Braga, com portugueses e chineses, deve ser anunciado formalmente na visita que Passos irá fazer ao Império do Meio, em maio.

Cada hospital vai valer 50 milhões de euros, e o protocolo celebrado entra as duas partes pode aumentar o número de unidades hospitalares a construir até 40. Com os hospitais, vem a formação de pessoal no setor da Saúde e as subcontratações de empresas de construção.

Mas existem outras áreas, onde os grupos chineses estão particularmente ativos e atentos. Dois nomes vão estar no centro das atenções nos próximos tempos: o Wanda Group, na área do imobiliário, na zona entre Lisboa e Oeiras, e no setor da hotelaria, em especial no Douro e Alentejo; e o Anbang Insurance Group, que se prepara para apostar na área financeira. As conversações já começaram e agora só o tempo ditará o êxito da sua conclusão.
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