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Miguel Alexandre Ganhão

Braço de ferro na Parpública

Mais um choque entre Mário Centeno e o governador do Banco de Portugal.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 30 de Janeiro de 2017 às 00:30
Passados quase cinco meses após a nomeação de Miguel Cruz como novo presidente da sociedade que gere as participações do Estado nas empresas públicas (Parpública), o novo conselho de administração daquela holding pública ainda não tomou posse. As razões para este vazio de poder estarão relacionadas com mais um braço de ferro entre o Ministério das Finanças e o Banco de Portugal. O supervisor não aceita a reeleição dos três vogais não executivos e membros das Comissões de Auditoria e de Avaliação, por considerar que não se encontram reunidas as condições de independência consagradas no Código das Sociedades Comerciais. Em causa estão os nomes de Fernanda Maria Mouro Pereira, que exerce as funções de vogal não executivo há nove anos, e de Maria João Araújo e Pedro Nascimento Ventura, ambos reeleitos já duas vezes. A Parpública tem vários dossiês importantes em mãos, sendo os mais significativos o processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e o contrato definitivo de entrada do Estado como acionista maioritário no capital da Transportadora Aérea Nacional (TAP). Recorde-se que o ‘Jornal de Negócios’ dava como certa a subida de Carlos Durães da Conceição a vice-presidente da Parpública (ocupa atualmente o cargo de vogal executivo) e a nomeação como vogal de Luís Goes Pinheiro, chefe de gabinete do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Miguel Prata Roque.

Negócios - Participação de Álvaro Sobrinho na SAD do Sporting está à venda

Álvaro Sobrinho tem à venda os 29,8% que tem na SAD do Sporting através da Holdimo. O mandato de venda está na mão do advogado Paulo Antunes Silva, que intermediou a entrada de Sobrinho no SCP e que trocou, em abril de 2016, a administração da SAD leonina pelo Leixões, no qual foi eleito presidente, substituindo Carlos Oliveira, que suspendeu funções por suspeitas de envolvimento em manipulação de resultados de jogos da II Liga. Sobrinho, que terá prometido investir no Leixões, quer desfazer-se das participações no futebol depois de a CMVM ter pedido explicações. 

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