Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
2
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Miguel Alexandre Ganhão

Bronca nas nomeações do Compete

O presidente da Comissão Diretiva está no seu gabinete à espera de um despacho que o exonere.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 12 de Maio de 2016 às 00:30
O programa Compete 2020 é o maior repositório de fundos europeus destinados às empresas. Para gerir este verdadeiro maná, o governo criou, em dezembro de 2014, uma estrutura administrativa própria: a Autoridade de Gestão do Compete 2020. Foi aberto concurso para a liderança deste organismo e foi selecionado Rui Vinhas da Silva.

Na semana passada, o professor do ISCTE foi surpreendido por uma notícia do ‘Público’ de sexta-feira que dava como certa a sua exoneração do cargo (o CM deu a notícia um dia antes, exatamente na data em que o Conselho de Ministros decidiu o afastamento de Vinhas da Silva). O problema é que ninguém do governo falou com Vinhas da Silva.

Só na segunda-feira é que o ministro da Economia o chamou para lhe comunicar que iria ser substituído.
Com uma nova comissão diretiva nomeada, liderada por Jaime Andrez, o Compete 2020 tem agora dois presidentes: um de facto, Vinhas da Silva, que aguarda diariamente no seu gabinete um despacho de exoneração (e que ainda consta como presidente no organograma que existe no site do Compete 2020), e um presidente nomeado.

Sem o despacho publicado, Vinhas da Silva continua a ir trabalhar, aconselhado pelo seu advogado. Com esta trapalhada, o Estado arrisca ainda ter de pagar uma choruda indemnização por uma decisão política que rompe um contrato celebrado de boa-fé e que, até ao momento, só tinha trazido resultados positivos. Lamentável!

-----

A Banca não perdoa:CGD cobra despesas de manutençãoa cliente que faleceu há 15 anos  
O negócio bancário está difícil. E as instituições financeiras aproveitam tudo para ganhar dinheiro. Mas existem limites. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) deu agora em cobrar despesas de manutenção de conta a clientes que já faleceram. O banco do Estado chegou ao ridículo de mandar uma carta solicitando o pagamento de despesas de manutenção no valor de... 52 cêntimos para um cliente que já morreu vai para 15 anos. A carta foi enviada para o anterior  domicílio do defunto, e a família, para evitar chatices, ainda ponderou pagar, mas o que era preciso era um pedido de desculpa.

O cromo da semana
Marcelo é um presidente que dá para todas as causas. Agora comprou uma telha para ajudar a recuperação da igreja de São Cristóvão.



Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)