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Miguel Alexandre Ganhão

Capuchos na mira dos enfermeiros

A questão fundamental que se coloca é saber se os factos denunciados por Ana Rita Cavaco são realmente verdadeiros.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 9 de Janeiro de 2017 às 01:45
A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, não quis dizer aos deputados da Comissão Parlamentar de Saúde qual o nome do hospital objeto das denúncias realizadas no final de 2016, sobre doentes que teriam ficado dois dias sem comer e sem medicação.

Na semana passada a bastonária disse que vai enviar o caso para o Ministério Público, mas o Correio Indiscreto já sabe de que instituição estaria Ana Rita Cavaco a falar: será o Hospital dos Capuchos e o serviço de Medicina 2.5.

Mais, um relatório sobre toda esta situação já foi feito pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) e já estará na secretária do ministro, Adalberto Campos Fernandes, para apreciação.

Mas a questão fundamental que se coloca é saber se os factos denunciados por Ana Rita Cavaco são realmente verdadeiros. E é aqui que as dúvidas se instalam.

Desde há vários meses que o Hospital dos Capuchos tem lutado contra uma crónica falta de recursos. Abundam queixas e denúncias nas redes sociais, mas a existência de doentes sem alimentação e medicação foi trazida para a ordem do dia pela bastonária, que nunca nomeou o local onde tais factos se teriam passado.

Na Comissão Parlamentar, Ana Rita Cavaco disse ainda que não teve resposta dos deputados e do Governo sobre a proposta de contratação de 30 mil enfermeiros nos próximos dez anos, três mil já em 2017, para que o SNS tenha a qualidade necessária na prestação de cuidados à população.

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