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Miguel Alexandre Ganhão

Como se vai pagar?

"A resolução da presente crise implica, antes de mais, o esvaziamento da bolha financeira. O que, por sua vez, implica a destruição da riqueza artificialmente criada, mas que, tendo sido percebida como real, fundamentou um padrão de consumo e de investimento", escreveu Vítor Bento no seu livro ‘Economia, Moral e Política’.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 20 de Setembro de 2014 às 00:30

Mas a verdade é que a "riqueza artificialmente criada" pelo Banco Espírito Santo (BES) transformou-se "num prejuízo concreto" que vai contaminar as contas de todos os bancos portugueses e, quem sabe, o Orçamento do Estado, com os consequentes reflexos no bolso dos contribuintes.

A verdade é esta: nenhum banqueiro sabe hoje que impacto terá o Novo Banco na atividade da sua instituição. Ninguém sabe se é preciso constituir provisões para eventuais perdas, nem que tipo de tratamento terão estas provisões nos balanços dos bancos.

O que parece certo, como ontem frisou Horta Osório, é que "existirão perdas". Perdas que terão consequências na economia real. Na capacidade de conceder crédito às empresas exportadoras ou na possibilidade de voltar a reanimar o mercado imobiliário.

Os próximos tempos serão muito difíceis.

Banco Espírito Santo BES Orçamento do Estado Novo Banco
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