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Miguel Alexandre Ganhão

Conhecer as caras

Em ano de eleições legislativas seria bom inaugurar uma nova prática política.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 17 de Janeiro de 2015 às 00:30

Refiro-me ao facto de os candidatos a chefe do Governo revelarem, durante a campanha eleitoral, quem serão os rostos do futuro executivo.

Os eleitores portugueses já merecem essa consideração das forças políticas 41 anos após o 25 de Abril. É também um ato de coragem e transparência que dignificaria qualquer líder partidário.

Não se pede muito. O que se pede é que, em vez de votarmos num primeiro-ministro que vai distribuir benesses e pagar favores por baixo da mesa, se possa votar num elenco governativo, previamente anunciado, com nomes, caras e currículos apresentados perante todos os votantes.

Saber quem será o ministro das Finanças, o ministro da Justiça ou da Segurança Social pode ser um argumento decisivo para o voto de um eleitorado que, cada vez menos se identifica com ideologias e, cada vez mais procura em personalidades fortes a alternativa para a condução dos destinos do País.

Seria um avanço no sentido certo. No sentido de uma democracia pura em que cidadãos elegem outros cidadãos. 

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