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Miguel Alexandre Ganhão

Digamos que é uma treta

Findou assim sem glória o caso dos ‘SMS’. Até ao próximo equívoco.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 29 de Abril de 2017 às 00:30
Como podem os deputados dar-se ao luxo de passar uma imagem tão má com a que aconteceu ontem na comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD)?

António Domingues, ex-administrador do BPI e presidente da CGD esteve absolutamente à vontade face a um conjunto de deputados anémico, incapaz de defender convictamente que a entrega da declaração de rendimentos é uma condição fundamental para ser gestor de uma empresa pública! E sem a indignação suficiente para ripostar que se alguma membro da equipa escolhida por Domingues tinha problemas em mostrar os seus rendimentos, só havia uma solução: substituí-lo. Isto colocava a pressão do lado Domingos e testava o empenho do banqueiro no desafio que lhe foi colocado para presidir ao banco público.

Digamos (uma das muletas fonéticas mais repetidas por Domingues) que o que assistimos foi a um triste espetáculo de desresponsabilização política, onde nenhuma força política teve a coragem de perguntar; "o primeiro-ministro aceitou explicitamente as suas condições? Quando?"

Findou assim sem glória o caso dos ‘SMS’. Até ao próximo equívoco.
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